Nos últimos meses as vendas online dispararam por conta da Pandemia. No Brasil houve um aumento expressante de novas lojas virtuais vendendo de tudo pela internet.
Segundo um levantamento feito pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, a ABCComm, só na primeira quinzena de março, mais de 100 mil lojas aderiram às vendas online. No entanto, os setores que estão vendendo são os da moda, alimentos e serviços.
Sem dúvidas, a possibilidade de ter uma loja virtual, fazer as vendas online revolucionou a forma de empreender no país e ajudou muitas pessoas a não fecharem seus negócios. Mas, quem ainda não aderiu esse formato de negócio e está analisando a possibilidade de vender pela internet, existem muitas dúvidas. Será que uma loja virtual precisa ter contabilidade? É necessário ter um CNPJ? E-commerce emite NF? Sim, um e-commerce funciona como qualquer outro tipo de empresa. Isso também inclui as obrigações legais e fiscais e todas precisam seguir corretamente para evitar problemas com o Fisco. Por isso, vamos explicar certinho como funciona os e-commerces.
O decreto de lei nº 7.962 de 2013, regulamenta a lei nº 8.078 de 1990, que dispõe sobre o comércio eletrônico.
Nele, é possível ver as regulamentações sobre informações do produto, direito do consumidor ao arrependimento e outras orientações que devem ser acatadas.
Realizar vendas online é uma forma prática e bastante rentável, afinal reduz custos para o empresário. Mas, antes de sair vendendo produtos e serviços de qualquer forma, é preciso entender como funciona. Para montar um e-commerce é preciso ter primeiro o produto, que será comercializado e saber qual o público alvo dele.
No entanto, a escolha da plataforma para se criar a loja virtual também é muito importante, afinal ela irá ser uma vitrine e deve ser eficiente e bonita. É preciso escolher o layout, as formas de pagamento que estarão disponíveis aos clientes, modelos de envios entre outros detalhes. Sem contar que as fotos precisam ser atraentes e conter informações do produto.
Hoje em dia existem algumas plataformas gratuitas que disponibilizam modelos básicos de e-commerce para qualquer pessoa criar uma lojinha, inclusive nas redes sociais. Mas, é possível criar sites personalizados através de agências especializadas.
Enquanto se planeja a criação da loja online é preciso estar atento também na legalização dela, para executar as vendas. Por isso, ter um CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) é fundamental para poder vender com tranquilidade e qualidade.
O CNPJ torna a empresa, mesmo que virtual, mais segura e profissional, pois com este documento é possível emitir notas fiscais.
Sem contar que, empresários com o CNPJ possui benefícios, como por exemplo, crédito facilitado em bancos e compra de produtos com descontos no atacado.
Para conseguir o CNPJ, basta acessa o site portaldoempreendedor.me ou procurar um contador.
As lojas virtuais podem faturar tanto quanto uma empresa física, sabia? Por isso, é preciso ter uma boa gestão contábil também e ficar atento ao faturamento dela.
Os e-commerces que apresentam faturamento de até R$ 81 mil por ano podem optar pelo regime tributário MEI, caso o proprietário seja autônomo. O MEI é o regime ideal para quem está começando um negócio e possui menor faturamento. Mas, quando o negócio tem um maior faturamento e não se enquadra dentro do MEI, é preciso buscar por outros regimes tributários. Existem regimes como o Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real, mas geralmente o primeiro é o mais escolhido neste caso. O Simples é um modelo voltado à empresas que ganham até R$ 4,8 milhões por ano e os impostos são pagos de acordo com atividade e faturamento nos últimos 12 meses.
Tanto o MEI, quanto o Simples Nacional são regimes de tributação que as empresas precisam se enquadrar para se manter legais. Afinal todas elas precisam pagar seus tributos, seja um e-commerce ou loja física. Portanto, é preciso se atentar aos períodos de tributação e manter tudo organizado para não perder as datas.É importante lembrar que, a declaração de imposto de renda precisa ser feita todos os anos e existem guias de impostos para se pagar todos os meses. Geralmente é o contador o responsável por organizar essas guias. A melhor forma é manter-se informado sobre os prazos e quais as guias a serem pagas.
Através da internet as vendas são realizadas rapidamente e em grande quantidade, muitas vezes. Por isso, a movimentação financeira de um e-commerce precisa e deve ser acompanhada todos os dias. Ou seja, toda e qualquer venda ou compra deve ser registrada, seja no computador ou aplicativos.
Para quem ainda não conhece, o Fluxo de Caixa são todos os registros de entradas e saída de dinheiro dentro da empresa. Através dele, é possível saber o quanto a empresa está ganhando e gastando. Por isso, não deixe jamais de fazer esses registros.
As vantagens de se ter um e-commerce, é que através dele é possível realizar vendas no mundo todo, 24 horas por dia, com baixo custo. E, por conseguir realizar vendas em outros países é preciso se atentar aos impostos para vendas. Afinal, cada país possui taxas de impostos diferenciados.
Para evitar prejuízos, é fundamental conhecer todos os tipos cobranças que existe e definir quais são as regiões que a loja irá atender.
Além disso, é crucial entender também as formas de envio do produto, quais os preços e prazos necessários. Existem milhares empresas de entregas que prestam estes serviços com taxas e regras diferentes.
Um detalhe que muitos empresários deixam passar é que a loja estará sujeita às leis do país em que as compras serão feitas.
Portanto, se você deseja montar um e-commerce o ideal é planejar corretamente como será esta loja, obter o CNPJ e contar com ajuda de profissionais como o contador e um advogado para entender a gestão contábil e a legislação necessária.